Autossuficiência excessiva também é um mecanismo de defesa

No texto de hoje quero falar sobre a importância de pedir ajuda. Escrevo a partir de um lugar muito honesto, porque precisei reconhecer que sozinha eu não estava conseguindo atravessar esse processo. A força de vontade de ir embora não foi suficiente. E admitir isso não foi fraqueza, foi maturidade emocional.

Esse é o terceiro texto da série Eu vou embora. No anterior, compartilhei como a auto observação foi fundamental para identificar o que estava bloqueando a realização do meu sonho. Hoje damos mais um passo, falar sobre o quanto pedir ajuda muda tudo.

Existe uma crença muito forte de que dar conta de tudo sozinha é sinal de força. Que pedir ajuda é falhar. Que aguentar calada é maturidade. Mas toda estrutura tem limite, e eu precisei reconhecer até onde eu conseguia ir sozinha.

Foi a partir desse reconhecimento que decidi pedir ajuda.

Contar com uma ajuda qualificada na elaboração das questões internas faz toda a diferença. A mente tenta, a todo custo, proteger aquilo que está quieto. Ela cria narrativas extremamente convincentes. No meu caso, narrativas que me fizeram adiar um sonho por 15 anos, acreditando que ainda não era o momento. Não era mesmo o momento ou era autossabotagem?

Talvez as duas coisas estejam corretas. Mas uma coisa é certa, se eu não tivesse pedido ajuda, eu continuaria acreditando nessas histórias internas e adiando o meu projeto de ir embora, mesmo desejando isso profundamente.

Precisamos normalizar o ato de pedir ajuda. Mas não qualquer ajuda. Aquela que não te salva, não te infantiliza e não te critica. Aquela que te sustenta enquanto você organiza, elabora e rompe com os seus próprios bloqueios internos.

Eu fiz esse movimento. E hoje posso dizer que em cerca de 40 dias, estarei realizando um sonho que adiei por 15 anos, o sonho de ir embora para Florianópolis. Não por falta de coragem, mas por uma sabotagem silenciosa da minha própria mente.

Ana Paula Maciel

A escuta verdadeira nasce quando o controle cai

Tudo começou com uma lesão no joelho. Costumo dizer que o corpo é “fofoqueiro”, ele sempre revela aquilo que a mente insiste em esconder. Quando precisei diminuir os treinos de corrida, algo me chamou atenção. Não era só frustração física. Tinha algo ali pedindo escuta.

Comecei a refletir sobre o que aquela lesão queria me dizer e o que representava, para mim, ter que desacelerar. Foi nesse movimento que percebi o quanto eu estava resistindo ao um processo de cura. E eu sei, tanto pela vivência quanto pelos estudos, que onde existe mais resistência, existe também um portal de cura muito profundo.

O problema é que a resistência raramente grita. Ela sussurra. A autossabotagem é sutil, elegante, quase convincente. E nesse jogo interno, a gente se engana com facilidade.

Passei então a me observar com mais honestidade. Observava meus pensamentos. Observava meus sentimentos. Observava a simbologia daquele joelho que insistia em doer a cada tentativa de voltar a correr. Ajustava o tempo, espaçava os treinos, fazia tudo “certo”, mas parecia que nada funcionava.

Decidi usar em mim todas as ferramentas que conheço. Foi um processo intenso de auto observação. Camada por camada, fui desvendando o que sustentava aquela autossabotagem.

O que encontrei foi profundo. Eu estava presa a memórias infantis. A interpretações que a minha mente construiu quando eu era criança e que, mesmo hoje, a adulta seguia protegendo. Não por fraqueza, mas por lealdade à dor daquela criança que eu fui.

Foram meses de busca interior até que eu pudesse reorganizar isso internamente e, só então, começar a planejar de forma concreta a minha mudança de Vacaria. Assim consegui estabelecer um plano de ação, vou embora em no máximo 50 dias.

Esse é o segundo post de uma sequência de oito, onde compartilho detalhes do que considero a maior cura da minha existência, até agora. Se você ainda não leu o primeiro, volte lá. Essa história é um processo, e cada parte importa.

Nos próximos posts, continuo te contando esse caminho com verdade e profundidade. Porque quando a escuta começa, a vida também começa a se mover.

Ana Paula Maciel

Existe um sonho que você adia não por falta de coragem, mas por vínculos emocionais inconscientes.

Hoje começo uma sequência de 8 textos onde vou compartilhar a maior cura que já vivi e o caminho que percorri para alcançá-la.
Há mais de 15 anos eu sonho em morar em Florianópolis. Vi meu irmão ir, depois minha irmã, e mais recentemente até minha filha construiu a vida dela lá. Enquanto isso, eu permanecia. Permanecia sustentando histórias internas muito bem elaboradas para justificar por que eu não ia. A mudança era desejada, mas sempre adiada.
Sendo honesta, até o ano passado eu nunca tinha parado de verdade para entender o motivo. Eu seguia com meus processos internos, mas evitava olhar diretamente para essa questão. Era mais confortável não tocar nessa ferida.
No ano passado, porém, a autossabotagem ficou impossível de ignorar. Ficou clara demais. Percebi que eu mesma criava e acreditava nas desculpas que me mantinham parada. E, mais uma vez, meu sonho era colocado de lado.
Foi nesse momento que decidi agir. Usei todos os recursos que eu tinha, busquei mais conhecimento e também ajuda profissional de pessoas em quem eu confiava. Não para mudar de cidade apenas, mas para encarar uma dor antiga que eu vinha evitando enfrentar.
Foram meses de processo, de mergulho e de muitas tomadas de consciência. Algumas dores eu já conhecia e foi possível aprofundar. Outras eu sequer sabia que existiam.
Minha mudança de cidade vai acontecer em no máximo 60 dias. E ao longo dessa série eu vou te contar, com profundidade e verdade, todo o caminho que percorri para iniciar a cura do que considero a maior dor da minha existência.
Acompanhe por aqui. Essa história não é sobre uma cidade. É sobre o quanto a vida pode se expandir quando você se permite curar aquilo que te mantém presa por dentro.

Ana Paula Maciel

2026 será um ano incrível

O ano de 2025 foi profundamente desafiador. Um ano de muitos altos e baixos, de situações atípicas e de resultados que, em vários momentos, pareceram improváveis.

Ainda assim, no saldo geral, foi um ano incrível. Quem se permitiu atravessá-lo com presença pôde evoluir muito. Momentos difíceis carregam um potencial silencioso, são convites a aprendizados que permanecem. No fim, é isso que fica, aquilo que conseguimos aprender sobre nós e sobre a vida.

A vida é um contrato de risco. Não existe previsibilidade permanente. O que parece certo muitas vezes não acontece, enquanto o improvável encontra um jeito de se tornar real. Aprender a gerenciar a necessidade de controle é essencial para que as coisas possam fluir. Não é possível controlar tudo o tempo todo. É preciso tomar consciência do medo que se esconde por trás desse controle para lidar melhor com ele. Afinal, o amanhã não existe da forma como imaginamos e quase sempre se realiza de um jeito diferente daquele que foi planejado.

Para mim, 2025 foi um ano maravilhoso. Enfrentei inúmeras dificuldades, mas isso não apaga as experiências bonitas que vivi. Fiz muitas coisas que amo, estive com pessoas incríveis e aprendi intensamente. Sem dúvida alguma, foi o ano em que mais aprendi sobre mim mesma.

Assim, me despeço de 2025 com essa reflexão e com um balanço honesto do que passou. Dou as boas-vindas ao novo ano que chega, com a confiança de que ele será, sim, o melhor ano das nossas vidas. Eu acredito nisso.
Ana Maciel

Prepare o coração! A forma como você se trata decide quem você atrai, quem você perde e quem você permite machucar você.

Para sentir amor de verdade você precisa parar de esperar que alguém venha tapar o buraco que você mesma abriu. O ponto cego está no espelho interno, aquele que você evita olhar. Quando você se critica sem piedade, o mundo te devolve essa crueldade. Quando você engole sua voz, o outro te silencia. Quando você acredita que é pouco, o outro confirma essa mentira. Nada muda lá fora enquanto você continuar produzindo tempestades aqui dentro.

A virada começa quando você encara suas feridas sem fugir. Quando acolhe o que viveu, mesmo o que ainda dói. Quando aceita que sua história não te diminui, te fortalece. Cada queda moldou a mulher que você é hoje, uma mulher que só precisa se reconhecer para renascer.

Se esse texto te chamou a atenção, se descreve exatamente o que você sente, se o peito deu aquele aperto que revela que tem algo pedindo para ser transformado, fale comigo agora mesmo. A sua nova história começa no momento em que você decide se mover. O meu contato é 54 99907-1978.

Ana Maciel

O amor vira frustração quando você tenta sustentar sozinha o que deveria ser mútuo

Para que uma relação seja realmente saudável, existe uma regra silenciosa que atua o tempo inteiro, a lei do equilíbrio, o movimento natural entre dar e receber. Quando esse fluxo se rompe, o vínculo desanda.

Quando você oferece demais, mesmo movida por amor, cria um peso que o outro não consegue carregar. Cuidar sem limites, se preocupar além da conta, abrir mão dos seus desejos para que o outro se sinta importante, tudo isso parece bonito na superfície, porém funciona como um convite para o desequilíbrio. E onde há desequilíbrio, cedo ou tarde nasce frustração.

Quando você se desconecta de si e passa a viver para o que o outro precisa, espera que ele faça o mesmo. Essa expectativa silenciosa cria uma pressão que quase nunca se cumpre. O resultado aparece rápido, um vazio crescente, aquela sensação de que você dá muito e recebe migalhas. O coração pesa e a mente começa a perguntar, “o que eu estou fazendo de errado?”. É aqui que muitas pessoas escorregam, respondendo essa dúvida com ainda mais entrega, ainda mais anulação, ainda mais esforço. Um caminho que só acelera o desgaste.

A lei do equilíbrio é simples e implacável. Os dois precisam doar para que os dois recebam. Não precisam se doar de forma igual, porém precisam contribuir na mesma medida, aquela medida que faz a relação fluir com leveza.

E como saber se essa lei está sendo respeitada? Observe o clima interno da relação. Quando tudo flui, quando existe leveza, quando os dois respiram com mais tranquilidade, esse é o sinal. Quando tudo se torna pesado, lento e desgastante, o alerta está aceso. Algo precisa ser alinhado para evitar que a insatisfação se instale como rotina.

Toda relação pede reajuste contínuo. Quem entende isso não se perde na doação exagerada nem se afoga na falta do outro. Mantém o equilíbrio vivo e abre espaço para um amor que cresce sem sufocar.

Não sustente sozinha uma relação afetiva. Escolha se colocar no centro agora e ajuste o equilíbrio antes que o desgaste vire rotina. Entre em contato comigo, com amorosidade e método e possível ajustar isso e salvar a relação. O meu contato é 54 99907-1978

Ana Maciel

Você recebe migalhas na sua relação afetiva, pois acredita internamente que é isso que merece

Você só recebe aquilo que acredita merecer. E quando esse merecimento vem ferido desde muito cedo, a vida inteira parece um pedido silencioso de migalhas.

Mas nada disso é escolha sua. Você só aprendeu a sobreviver com o que tinha.
E a mente, tão leal ao que conhece, tenta te proteger repetindo padrões que machucam, mas são familiares.

A verdade é que você merece muito mais. Merece presença, merece reciprocidade, merece amor que transborda, não amor que traz sofrimento.

Mas se dentro de você existe essa sensação de:
*Eu não sou boa o suficiente.
*Talvez eu seja o problema.
*Eu só atraio quem me machuca.

Então um sinal de que sua alma está buscando por migalhas, é o que ela acredita inconscientemente que merece.

Se você já está cansada de viver assim, saiba que é possível mudar isso, com amorosidade, profundidade e método, eu posso te acompanhar nesse processo de entender a sua mente, curar as raízes que ainda doem e reconstruir o seu merecimento de dentro para fora.

Se você sente que esse texto conversou diretamente com você, me chama, o meu contato é 54 99907-1978. A sua nova história começa quando você decide se escolher.

Ana Maciel

O chamado “dedo podre” não é azar, é um padrão antigo comandando sua vida por dentro

A frase “tenho o dedo podre” soa como brincadeira, porém por trás dela existe um enredo antigo que continua mandando na sua vida sem você perceber. Quando você repete que nenhum homem presta, você não está descrevendo o mundo, está descrevendo a programação que sua mente aprendeu na infância. A programação não é destino, mas enquanto não for revisada ela funciona como se fosse.

A referência emocional que você usa para amar nasceu quando você ainda era uma menininha observando a relação dos seus pais. Aquilo que eles viviam se tornou mapa. A mente inconsciente não corre atrás da felicidade, corre atrás do conhecido, mesmo que o conhecido doa. Por isso você pode trocar de parceiro, prometer que dessa vez será diferente, porém se não tratar a raiz, tudo se repete com novo cenário e o mesmo enredo.

É possível reorganizar esse campo interno. Com método e amorosidade você pode reprogramar a forma como se relaciona e abrir espaço para escolhas mais maduras e livres, sem esse “looping emocional” que esgota a sua força e rouba sua confiança. Quem trata a origem rompe padrões que pareciam maldição pessoal.

Esse é o tipo de trabalho que eu faço, caso você sinta que está vivendo exatamente esse ciclo. O movimento mais transformador começa quando você assume que não é o mundo que te machuca, é a história antiga pedindo para ser revisada. A partir desse ponto, o caminho se amplia e novas possibilidades aparecem.

Se esse conteúdo te tocou entre em contato comigo, e vamos juntas construir a possibilidade de escrever um novo caminho. O meu contato é 54 99907-1978

Ana Maciel

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A maior ilusão que você pode criar é que está no controle da sua vida


Você acredita que está no comando da sua vida, mas e se eu te dissesse que 95% das suas decisões são tomadas sem você perceber?

A sua mente consciente é só a pontinha do iceberg, a parte que aparece e te faz acreditar que escolheu de verdade. Mas, na prática quem decide mesmo é o inconsciente.

Ele age rápido, baseado em suas memórias, hábitos e crenças antigas. Você pensa que decidiu, mas já estava tudo programado: a roupa que você veste, a comida que escolhe, até a forma como reage às pessoas.

E para deixar tudo ainda mais convincente, a sua consciência inventa uma história bonita para justificar: “eu quis assim”, “foi amor à primeira vista”, “eu mereço”. Só que isso é pura ilusão.

Se você não aprende a observar seus padrões, vai viver no piloto automático, repetindo velhos roteiros, acreditando que está no controle, quando na verdade só está seguindo padrões invisíveis.

A pergunta é: você quer continuar sendo conduzido pelo automático ou está pronto para assumir de verdade o controle da sua vida?

Ana Maciel

Você realmente toma decisões conscientes?

Você realmente decide, ou está apenas repetindo o mesmo roteiro de sempre?

Viver no “piloto automático” é uma das maiores armadilhas da mente. Você acredita que está no controle, mas quem comanda de verdade são os velhos condicionamentos que você carrega sem perceber.

Tudo o que você viveu, desde antes mesmo de nascer, ficou registrado no seu inconsciente. E é justamente esse “programa oculto” que faz você repetir as mesmas escolhas, sentir as mesmas emoções e cair nas mesmas situações.

É como um software rodando em segundo plano: o inconsciente simplesmente executa a programação.

Resultado?
• Medos sem explicação.
• Sabotagens que te impedem de avançar.
• Insatisfações que você não entende de onde vêm.

E o mais perigoso é que isso acontece de forma silenciosa, sem você perceber.

A mente não passa de uma atividade mecânica, um processo, como um programa de computador. Sendo assim, é previsível. Esse é um pequeno trecho do livro o Maior segredo da Rhonda Byrne que nos faz refletir muito.

Agora, eu te pergunto: até quando você vai deixar que a sua mente inconsciente decida o rumo da sua vida?

O primeiro passo é a auto-observação. Analisar seus pensamentos, emoções e reações. Só assim você começa a quebrar esse ciclo. Só querer não muda nada. É preciso agir.

Ana Maciel

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