Para que qualquer mudança aconteça, o primeiro passo é a tomada de consciência. Ninguém muda aquilo que não consegue enxergar. Ao longo dos posts anteriores da série Eu vou embora, contei como precisei me observar para compreender por que eu sabotava tanto a minha mudança de cidade. Compartilhei também a importância de ter buscado ajuda para acelerar esse processo e, por fim, revelei a dor oculta que estava sustentando esse bloqueio. Depois de tudo isso, ficou claro que não bastava compreender. Era preciso agir.
Foi nesse momento que busquei por mais conhecimento. Há alguns meses estou pesquisando para um artigo científico sobre neuropsicanálise que estou escrevendo, e passei a estudar com um novo olhar, não apenas acadêmico, mas profundamente pessoal. Um olhar voltado para me compreender ainda mais.
A compreensão dos próprios padrões emocionais exige esforço, presença e constância. Olhar para a própria história com clareza não acontece de forma imediata. É um caminho que se percorre aos poucos, com disponibilidade interna e muitas vezes, requer muita paciência.
Depois da tomada de consciência do problema, o próximo passo para que a cura aconteça é o conhecimento. A consciência, sozinha, não sustenta a mudança. Assim como o conhecimento isolado também pouco transforma. Mas quando consciência e conhecimento se encontram, algo se organiza por dentro. E essa combinação é libertadora.
Estou abrindo o meu coração nesta série com a intenção de inspirar. Todos nós carregamos questões internas não resolvidas, algumas mais profundas, outras mais silenciosas. É preciso atenção para perceber quando algo quer vir à tona. E quando você se percebe paralisada, repetindo padrões ou adiando movimentos importantes, esse é um sinal de alerta. Algo precisa ser cuidado.
Estou aqui para te contar que estou caminhando para resolver uma questão muito profunda da minha história. Nas próximas semanas, vou anunciar a minha mudança de cidade. Não como um feito externo, mas como a consequência de um processo interno. Para que você saiba que, por mais profundas que sejam as dores emocionais, sempre é possível ressignificá las e seguir adiante.
Ana Paula Maciel