No oitavo post da série Eu vou embora, compartilho com muito orgulho que o dia da minha mudança para Florianópolis está se aproximando. Não como fuga, mas como uma escolha consciente. Quando você se permite resolver aquilo que te prende por dentro, o movimento deixa de travar e começa a fluir.
Essa série nunca foi apenas sobre mudar de cidade. Foi sobre mostrar que é possível. E principalmente, que eu aplico na minha própria vida aquilo que ensino. Abri meu coração para falar de como dores não elaboradas, e muitas vezes nem reconhecidas, podem nos manter presas, mesmo quando já somos adultas, conscientes e competentes.
Escolhi criar essa série para te mostrar como sou, uma pessoa real, que atravessa processos, cai em si, revisa interpretações e segue em frente. A minha mudança tem um significado profundo. Ela representa uma vitória interna. Sobre as minhas leituras distorcidas, sobre vínculos inconscientes e sobre partes da minha história que precisavam ser cuidadas.
Tudo isso é para te lembrar que mudanças são possíveis, desde que exista disposição para atravessar o processo. Eu não acredito que o processo precise ser necessariamente, doloroso. A dor costuma estar na resistência. Não no caminho em si.
No momento em que decidi cuidar dessa parte de mim, o processo se tornou mais leve. Não porque foi simples ou fácil, mas porque escolhi baixar as defesas, parar de lutar contra mim mesma e ir até o fim.
Não foi impulso. Foi escolha.
Ana Paula Maciel