Tomada de consciência sem ação vira só palavras bonitas

Entender onde está o problema não é suficiente. Eu precisei treinar a minha mente para agir, para que aquela ferida, da qual falei nos posts anteriores, realmente pudesse começar a ser curada.

Quando você identifica uma ferida emocional, a simples consciência de que ela existe não resolve. Ela é fundamental, mas não encerra o processo. Tratar algo tão profundo exige tempo, presença e movimento. Não acontece de uma hora para outra. E se nada for feito, nada muda.

Quando me dei conta disso, comecei a criar uma estratégia para agir. Estabeleci um prazo real para a minha mudança e passei a construir essa possibilidade de forma concreta. Ao mesmo tempo, segui me observando. As sabotagens não desapareceram. Elas continuaram aparecendo, tentando me paralisar, questionar e adiar.

A mente humana não busca o que é melhor, ela busca o que é conhecido. O conhecido parece seguro. Mesmo quando causa dor, ele oferece previsibilidade. Por isso, quando você decide mudar, a mente tenta te manter no mesmo lugar, naquele espaço familiar que costuma ser chamado de zona de segurança.

Foi assim, com auto observação constante, planejamento e muita persistência, que defini uma data limite para ir embora. Estou firme nessa decisão. E ela não representa apenas uma mudança de cidade, representa todo o processo de cura que venho compartilhando ao longo desta série. Porque quando a ação acompanha a consciência, a transformação deixa de ser discurso e passa a ser realidade.

Ana Paula Maciel

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