Hoje eu me deparei com alguns questionamentos que me deixaram muito pensativa. Quem eu sou exatamente? Eu sou a Ana para os meus amigos, a Paulinha para a minha famÃlia, a Mana para a minha irmã, a Ana Terapeuta para os meus clientes e a Ana Coach dos treinamentos, palestras, vÃdeos e áudios motivacionais. Mas quem eu sou na essência? O que está por trás de tudo isso? Sou também a mãe, a sogra, a namorada, a confidente, a conselheira, o “pau pra toda obra†na minha casa, sou também a filha, a prima, a neta e tantas outras denominações que já nem sei mais quais faltam. Sou também a ex. contadora louca que abandonou uma carreira bem promissora para viver um sonho. Mas afinal quem eu sou mesmo? Já me perdi agora, com tantas divagações.

Fiquei pensando e cheguei a conclusão que lá no fundo, sou apenas uma menininha ainda, cheia de sonhos. Que acredita num mundo melhor, com pessoas melhores e em uma sociedade justa. Será que estou me iludindo demais?
Cheguei a conclusão também que é preciso muita coragem para admitir a própria vulnerabilidade, as próprias fraquezas, incertezas e fragilidades. E ainda admitir que se tem dúvidas, admitir que não é possÃvel saber e entender tudo sempre. Aceitar que estamos ainda aprendendo e que assim sendo, vamos errar muito. É preciso coragem para aceitar e reconhecer os próprios erros.
Que estranho uma coach escrever isso né?
Mas é exatamente esse o ponto. Eu sou coach! E como eu que incentivo, que motivo e trabalho constantemente com o empoderamento das pessoas lido com a minha própria vulnerabilidade? Afinal eu sou humana e erro muito, como qualquer outra pessoa.
Como lidar com a fraqueza quando todos a sua volta esperam te ver sempre bem? Como lidar com a própria vulnerabilidade quando as pessoas se inspiram na sua força? Como gerenciar todas essas emoções que ficam como fantasmas indo e vindo? Como admitir tudo isso?
Bem difÃcil isso! Tá bom eu admito, sou vulnerável sim. Sinto medo do futuro, me preocupo quando meus projetos não saem como eu planejo, sinto raiva, ciúmes, tristeza e carência também.
E porque eu resolvi escrever tudo isso? Contando sobre as minhas próprias fraquezas, admitindo a minha vulnerabilidade?
Cheguei a conclusão também de que o fardo de ter que estar sempre bem é pesado demais. Eu também sou um ser humano como qualquer outro, com altos e baixos e oscilações de humor. O fato de ser coach e terapeuta não me isenta de sentir emoções negativas eventualmente. A diferença é que a cobrança talvez, no meu caso, seja bem maior, porque eu sei qual é o impacto de tudo isso e sei também como sair do “buracoâ€. O que não me impede de sentir.
Precisamos acolher o nosso lado vulnerável com muito amor e carinho. Afinal, somos suscetÃveis a isso sim, estamos aqui justamente para saber lidar com todas essas emoções.

É preciso muita amor para admitir as próprias fraquezas.
Eu aprendi que a vida envia sinais o tempo inteiro, precisamos prestar atenção para podermos entender a mensagem correta. Quando uma situação desperta um sentimento nocivo em você, isso significa que ali tem algum aprendizado. Essa é uma chave bem importante. Tomar essa consciência que aquela situação está tentando te ensinar algo.
Deepak Chopra nos ensina no livro O Efeito Sombra que precisamos aprender a acolher o nosso lado obscuro. E todos nós temos, eu tenho e você também. Precisamos olhar para isso com aceitação e amorosidade, sem revolta e cobranças excessivas. Afinal somos humanos e estamos aqui para aprender. Se já soubéssemos de tudo, porque estarÃamos aqui?
E a tal da vulnerabilidade? Eu posso sim me permitir ser vulnerável as vezes, posso me permiti chorar, sentir raiva e precisar de colo também. Até aà tudo bem, o que preciso ter cuidado é quanto tempo eu me permito ficar nesse estado.
O Augusto Cury nos ensina que todos nos caÃmos e tropeçamos as vezes, sem exceções. O que irá nos diferenciar é quanto tempo eu vou permanecer no chão, choramingando e me fazendo de vÃtima. Quando eu me faço de vÃtima eu me fecho para o aprendizado, eu dou desculpas para permanecer nesse estado. O que impede todo o ensinamento da situação.
Se permita ser vulnerável sim, eu me permito. Mas só as vezes e bem rapidinho. Para não se acostumar.
Com muito amor,
Ana Maciel