O inconsciente coletivo nos ensina que precisamos aprender pela dor. Todos nós conhecemos muitas histórias de superação. Pessoas que passaram por um câncer, se recuperaram e tiveram a sua vida transformada. Ou alguém que já usou todos os tipos de entorpecentes, cometeu muitas loucuras, perdeu todas as pessoas que ama e quando estava no fundo do posso conseguiu assim, encontrar forças para mudar. Ou ainda aquela pessoa que teve a sua vida transformada após uma grande tragédia. Todos esses exemplos que citei a transformação foi pela dor.

Não espere muito tempo para você iniciar um processo de transformação em sua vida. Comece agora a se tornar um ser humano melhor. E para fazer isso, primeiro você precisa desenvolver o amor próprio.
Esse é o amor mais importante. Ninguém dá o que não tem, você precisa se tratar como amorosidade para tratar o outro assim também, você precisa desenvolver a paciência consigo mesmo, para ter paciência com o outro. Tudo começa internamente. Todas as respostas então dentro de nós.
Tinha um mendigo que vivia nas ruas há muitos anos. Ele ficava sentado em cima de um baú velho, há tanto tempo que ele nem se lembrava mais. Um dia alguém se aproximou dele e perguntou: o que tem dentro do baú?
– Não tem nada, se tivesse eu saberia. O mendigo respondeu depressa, sem pensar muito.
Logo que o estranho se afastou o mendigo começou a se questionar: será que tem alguma coisa dentro do baú? Eu nunca olhei!
Foi preciso muito esforço para o mendigo conseguir abrir o baú, ele estava muito velho, sujo e enferrujado, devido a ação do tempo ao longo dos anos. Ao abrir o ele se deparou com um tesouro.
Eu acredito que todas as pessoas tem um tesouro dentro de si, que são as suas qualidades, habilidades especiais e pontos fortes. Muitas delas nem sabem disso, porque o seu “baú†está muito bem fechado e elas não conseguem abrir. Autoconhecimento é abrir o baú.
É fácil fazer tudo isso? Nem sempre. Depende de como você encara isso. Nesse processo é essencial ter amorosidade e paciência consigo mesmo. Amorosidade para entender que você não é perfeito, vai errar muito ainda. E muita paciência para não desistir. Esse caminho não é rápido, é um processo de autodescoberta constante.
Não tenha pressa. Ela é inimiga da evolução. Acolha a sua sombra e medita muito sobre isso, sobre quem você é e o que veio fazer aqui. Nada é por acaso, tudo tem um propósito e é preciso ter coragem e paciência para entender tudo isso.
O Augusto Cury nos ensina que um dos maiores desafio é persistir depois de uma queda. O que fazer depois de cair?
Vamos imaginar que você tenha o vÃcio de comer doces. Você entende o mal que o açúcar faz para você e decide que vai parar. Ótimo!
Acontece que você foi no aniversário da sua sobrinha no último final de semana e não conseguiu resistir a todas aquelas delÃcias. Comeu tudo o que podia e o que não podia. No outro dia você acorda com um enorme arrependimento, se sentindo culpada por tal deslize e se julga incapaz de seguir com essa decisão. Se acha fraca, incapaz e frustrada consigo mesmo.
Nesse momento a amorosidade consigo mesmo precisa entrar em cena. Vamos supor que você tenha 30 anos e que fazem 3 meses que decidiu parar de comer açúcar. Você ficou 29 anos aproximadamente, comendo muito doce. De repente decide simplesmente tirar esse vÃcio da sua vida e acredita que nunca mais terá uma recaÃda? Não é tão simples assim. Todos os nossos hábitos estão registrados na nossa mente, o fato de você ter ficado 3 meses sem açúcar é infinitamente menor do que 29 anos consumindo ele. Aceite que você é vulnerável.
O maior desafio é o que fazer depois de cair. Seguir no chão e retomar o velho vÃcio ou ter amorosidade consigo mesmo e seguir com o seu propósito. Claro que isso não pode também virar hábito, sempre haver deslizes. Mas eventualmente, principalmente no inÃcio, faz parte do processo. E ter paciência consigo mesmo e não se auto punir é essencial para o sucesso do propósito.
Encare os deslizes como aprendizado e não se culpe, tampouco julgue ser um ato de fraqueza. Aceite que cair e levantar constroem o sucesso.
Com muito amor,
Ana Maciel









